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SÍTIO ARQUEOLÓGICO DA BEBIDINHA: UMA JORNADA POR UM DOS MAIORES COMPLEXOS DE GRAVURAS RUPESTRES DAS AMÉRICAS

11/12/2025 às 13:50 Por WebMaster 293 visualizações 0 comentários

O interior do Piauí abriga um dos mais impressionantes tesouros arqueológicos do continente americano.

Sítio Arqueológico da Bebidinha, localizado na região do Nazareth Cânion, guarda cerca de 3 quilômetros de gravuras rupestres distribuídas ao longo das margens do rio, formando um painel ancestral que atravessa o tempo e revela capítulos ainda pouco conhecidos da pré-história do Brasil.

A expedição teve início na cidade de Castelo do Piauí, ponto de partida dessa viagem no tempo. De lá, a equipe seguiu rumo ao Nazareth Cânion para, então, iniciar a trilha que conduz ao sítio arqueológico — um percurso que mistura aventura, contemplação e descoberta científica.

A visita ao sítio foi realizada por um grupo de profissionais e pesquisadores de diferentes áreas, conectados pelo objetivo comum de valorizar e compreender a história gravada na pedra. A expedição contou com:

  • Augusto Júnior Vasconcelos – Guia de turismo, licenciado em Geografia (UESPI), bacharel em Turismo (UFPI) e criador de conteúdo digital.
  • Paulo Clímaco – Historiador e professor, licenciado em História (UESPI) e Geografia (UFPI).
  • Benício Lima – Licenciado em Geografia (UESPI).
  • Max Rumi – Fotógrafo e vídeomaker.
  • Ângelo Côrrea – Doutor em Arqueologia e professor da UFPI.
  • André Prous – Doutor em Arqueologia e professor do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

A diversidade da equipe enriqueceu a experiência, unindo diferentes olhares — do científico ao documental, do turístico ao histórico.


A viagem até o sítio

Da saída em Castelo do Piauí até o sítio da Bebidinha, foram percorridos aproximadamente 68 quilômetros, sendo:

  • 35 km de estrada asfaltada,
  • 33 km de estrada vicinal (carroçável).

O trajeto não exige veículo 4x4, mas recomenda-se carros mais altos, sobretudo pelo trecho final em estrada rural.

Ao longo da jornada, a paisagem se transforma gradualmente: serras imponentes, formações rochosas milenares e o traçado do Rio Poti começam a anunciar a grandiosidade do local.


O lugar: uma paisagem que conta histórias

Ao chegar ao mirante natural que dá acesso ao sítio, a recompensa é imediata. O grupo foi surpreendido por uma vista panorâmica do rio, que serpenteia entre serras e paredões, compondo um cenário de rara beleza. A geografia da região, marcada por limites naturais entre Piauí e Ceará, revela também sua função histórica: o Rio Poti corta algumas dessas serras, funcionando como um corredor migratório natural.

A sensação de contemplar aquele ambiente é a de caminhar simultaneamente pelo presente e pelo passado.


Um dos maiores sítios de petróglifos das Américas

Sítio Arqueológico da Bebidinha impressiona por suas dimensões e pela riqueza simbólica de suas gravuras. São aproximadamente 3 quilômetros de petróglifos, distribuídos em ambos os lados do rio, compondo uma das maiores concentrações de arte rupestre em extensão e quantidade em todo o continente.

As gravuras — registradas nas rochas por populações ancestrais — incluem figuras humanas, formas geométricas, símbolos e representações que permanecem como testemunhos silenciosos de culturas que viveram na região há milhares de anos. O sítio, protegido por formações naturais, encontra-se hoje com dois pontos essenciais garantidos:

  • visitação ordenada,
  • conservação exemplar.

Pesquisadores avaliam o local como um verdadeiro museu a céu aberto, cuja integridade é fundamental para estudos arqueológicos presentes e futuros.


Preservação e reconhecimento

A visita ao local reforçou a importância de políticas de preservação e da realização de pesquisas contínuas. O trabalho de guias especializados, como o de Augusto Júnior, e o engajamento de pesquisadores renomados ampliam a visibilidade e fortalecem o cuidado com o patrimônio.

O sítio da Bebidinha não é apenas um destino turístico — é um legado histórico e cultural que precisa ser preservado para as próximas gerações.


Agradecimentos

A equipe expressou agradecimentos ao Nazareth Cânion Lodge pela acolhida, e especialmente ao empresário João Freitas pelo convite e pela iniciativa de promover o conhecimento e a visita responsável ao sítio arqueológico da Bebidinha.

 

Vídeo

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